sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Galeria Vermelho (Paulo Mendes da Rocha)

Edifico Harmonia (Paulo Mendes da Rocha)




Praça Victor Civita


Esse local causou-me sentimentos dúbios, ao mesmo tempo que a obra me levou a uma reflexão sobre nossas opções


A Praça Victor Civita está num terreno com cerca de 14 mil m² que abriga o prédio do antigo incinerador de Pinheiros. O maior desafio foi a recuperação dessa área degradada por anos e anos de acúmulo de resíduos tóxicos e transformá-la num lugar em que a comunidade local pudesse interagir e ter momentos de lazer.

O objetivo principal era elaborar um modelo de atuação conjunta para a reabilitação de áreas urbanas degradadas, com terrenos ambientalmente comprometidos.

Optou-se por um deque com estrutura metálica e piso em madeira certificada legalizada ou em placas de concreto alveolar pré-fabricadas, soluções que evitam o contato da população com o solo contaminado e dispensam a remoção de terra de outro local.

O que é mais interessante que ao longo de um percurso de cerca de 600 metros, encontrasse informações sobre madeira certificada, reuso de água, placas solares, espécies vegetais para bicombustível e biomassa e outras questões relacionadas à sustentabilidade, tudo de forma didática, com intuito de uma educação ambiental.

Casinha do Artigas (Vilanova Artigas)

"AS CASINHAS DE ARTIGAS"
Conhecida como a casinha, foi construída em 1942, cinco anos após Vilanova Artigas ter se formado arquiteto-engenheiro. Apesar de ter uma importância relativamente pequena se comparada a projetos posteriores de sua autoria; algumas questões levantadas por Artigas no projeto representam mudança importante, tais como: ruptura em relação à planta da casa tradicional paulista (a qual carregava valores vinculados a uma estrutura colonial-escravocrata), tratamento das fachadas (a casa foi implantada em 45º no terreno de maneira a desfazer qualquer tipo de hierarquia entre fachada principal, frente e fundo) e a distribuição interna (a cozinha passou a se integrar na sala), com isso a circulação dentro da casa mudou.


A segunda residência do arquiteto de 1949 compõe-se de um volume de planta retangular, ao qual se agrega em ângulo outro volume que contém a garagem, a área de serviço e a cobertura de entrada. O eixo deste volume traça angulo de 90º com o eixo de entrada da casinha, construída no mesmo lote.


A planta está ordenada a partir da lógica interna da continuidade. O limite da composição é a justaposição. Assim, uma pequena ante-sala centrada em relação à planta e apenas insinuada pela parede dos sanitários à esquerda e pela lareira à direita, é o local de acesso a casa propriamente dita. Voltada para a sala de estar, a lareira é o centro das atenções.

Assim como a casinha, esta residência não obedece à implantação tradicional da época. O lado maior do volume retangular corre em paralelo à rua e, ainda que a parte posterior do lote não fosse explorada, como posteriormente Artigas o fará em outras residências, esta implantação altera a relação convencional de frente e fundo. Todos os ambientes estão, por assim dizer, no “meio”, expostos, apenas os quartos possuíam um resguardo maior. A relação interior/exterior está caracterizada também com as portas de correr.

Praça do Patriarca (Paulo Mendes da Rocha)


O espaço criado por Paulo Mendes da Rocha nasceu das intenções e do desejo de revitalizar um importante local da cidade de São Paulo. Aparentemente simples, a Praça do Patriarca é um lugar simbólico, representando a integração entre o passado e o presente, criado para incentivar o crescimento urbano. Paulo Mendes alinhou a escultura de José Bonifácio com o eixo do viaduto do Chá, a fim de colocar aquela em destaque. Outras soluções foram relacionar a obra com a igreja de Santo Antonio e reconstituir, através de estudos, o piso em forma de arabesco.
Ali funcionava um ponto de ônibus, os quais foram retirados criando um amplo espaço para os pedestres, que chegam de diferentes vias. Este projeto está baseado em elementos como o piso de mosaico português que delimita a praça e a cobertura: um pórtico metálico, que vence um vão de 40 metros, representando a passagem do centro velho para o novo, do ir e vir de dentro e para fora da galeria.

No projeto, o arquiteto propôs duas construções, das quais só a nova cobertura para a entrada da galeria Prestes Maia foi executada. A segunda transformaria o viaduto do Chá em gare para ônibus. Antes da reforma, o local estava tomado por ônibus urbanos, que ali faziam a parada. Com a retirada dos ônibus, amplo espaço foi cedido aos pedestres, que chegam de seis diferentes vias.

A obra de Mendes da Rocha confunde-se com a própria história da praça, dialoga com as construções do entorno que possui obras de diferentes formas e épocas, Um importante diálogo considerado para o projeto foi à igreja.

Pinacoteca do Estado - "FELIZ RELAÇÃO DO ANTIGO COM O ATUAL"

"FELIZ RELAÇÃO DO ANTIGO COM O ATUAL"

A pinacoteca foi projetada por Francisco de Paula Ramos de Azevedo, em estilo neo-renascentista italiano, entre 1897 a 1900, na área do Parque da Luz, para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios. A Pinacoteca de São Paulo possui um forte estilo monumental, em concordância com os princípios do ecletismo italiano, e, assim, se afirma como um dos mais importantes museus de arte do país. No Edifício, está disponível um acervo de mais de seis mil obras de arte, como pinturas, esculturas, desenhos e tapeçarias, sendo a maioria pertencente aos séculos XIX e XX.
A Pinacoteca é constituída por três pavimentos com dois pátios internos, o que permite a ventilação e a iluminação da edificação.

Entre os anos de 1993 e 1998, ela sofreu uma reforma, comandado por Paulo Mendes da Rocha e sua equipe. A intervenção conciliou as estruturas em alvenaria portante antigas com as novas estruturas metálicas e uma cobertura transparente, estabelecendo diálogo com o edifício original. Amplos espaços foram abertos para acomodar o novo uso dado ao edificio.

Com paredes de tijolos não revestidos e amplas janelas incorporadas ao referencial urbano, a Pinacoteca hoje, tem salões restaurados, pátios internos cobertos, telhado recuperado, iluminação específica e adequada para abrigar importantes exposições.A Pinacoteca é um feliz exemplo onde se vê a verdade do material original, associado à intervenção com uso de novos materiais, produzindo um efeito harmônico ao conjunto arquitetônico. Aliás, harmonia talvez seja a palavra síntese que expressar o que sinto todas as vezes que percorro seu interior. O edifício parece que produz certa introspecção, trazendo a tona momentos de paz, tranqüilidade e reflexões. Por si só poderíamos até dizer que o edifício se tornou uma das atrações significativas que compõem o conjunto maior do museu.

COPAN (Oscar Niemeyer) - "DIVERSIDADE NUMA FORMA SINUOSA"

"DIVERSIDADE NUMA FORMA SINUOSA"
O COPAN com seus 140 metros de altura, de traços sinuosos é um dos mais importantes edifícios da cidade de São Paulo, projetado por Oscar Niemeyer, com seus 32 andares, é o maior edifício residencial do Brasil, e uma referência na arquitetura nacional e internacional. E como não poderia deixar de dizer é um marco referencial para a cidade.

Um fato que lhe é peculiar, e demonstra intimamente a real preocupação do seu arquiteto com as questões sociais da diversidade social, disposto em um único lugar, e que se revela nitidamente nas diversas tipologias de apartamentos do edifício, eles não são todos iguais, existem desde quitinetes até apartamentos de três dormitórios, constituído um total de 1196 apartamentos que variam de 26 a 350 m² distribuídos em 6 blocos. No térreo funcionam cerca de 70 lojas. Com 140 m de altura; e elevadores transportam os 5000 residentes pelos seus 32 andares.

Além da vista que temos do terraço, o que chama muito a atenção é sua forma sinuosa de implantação que observa um estudo muito elaborado e pertinente de insolação e ventilação, e também da configuração do entorno. Sua forma e implantação não são obras do acaso, mas sim, fruto de um partido de projeto que visou tirar o máximo possível das condições naturais para o conforto térmico e visual de quem faz do COPAN um local de moradia, trabalho, visita ou apenas de admiração.

Museu da Escultura (MUBE) - “ARTE ARQUITETÔNICA E/OU OBRA DE ARTE”

“ARTE ARQUITETÔNICA E/OU OBRA DE ARTE”

Projetado por Paulo Mendes da Rocha, o Mube é um local que permite ao visitante a reflexão a respeito do trabalho humano e da produção artística.

Escolhido em um concurso público, o projeto, que se afirma graças à construção de um vão de mais de cinqüenta metros em concreto, associa-se ao projeto paisagístico de Burle Marx, fazendo dessa arquitetura um traço marcante no cenário nacional, também no internacional. O MuBE, ao contrário dos museus tradicionais, é um museu aberto, não possui um acervo fixo, recebe exposições temporárias de artistas de toda parte.

Sem qualquer inspiração sobre o programa para um museu de escultura, que até então nunca fora executado, Paulo Mendes da Rocha mais uma vez, fez sua genialidade aflorar para compor a obra certa para o lugar certo. Nota-se o completo domínio do sítio, da topografia, observando-se a forma como foi solucionado os fluxos de circulação do próprio edifício, do seu entorno, e da ligação entre os dois.
A forma como o Museu está implantado é muito interessante, não havendo uma fachada principal, lateral ou frontal. Caracterizado por pórticos e planos, a configuração espacial se dá por um jogo estrutural proporcionado por uma composição de elementos construtivos tradicionais, no caso os pilares, vigas, lajes e paredes de concreto armado.

A viga, único elemento construído sobre o solo, é portal de entrada do museu e também abrigo para as diversas manifestações artísticas. Os espaços que constituem os grandes salões obedecem a um princípio de continuidade exterior-interior mediante rampas, escadas e luz natural zenital e lateral.

A sensação que se tem que para projetar o MUBE, o arquiteto a todo instante se referenciou à cidade, ao urbano e sua morfologia. Onde desde a entrada percebe-se que interior e exterior de intercomunicam, numa relação que nos leva a inferir que, a praça, o museu externo, e o subsolo, museu interno, fazem parte de uma “continuação” do território urbano, e que só tem vida na relação do interno com o externo.
Surge por fim uma conclusão inevitável, onde, obra arquitetônica se confunde com a obra de arte, um edifício criado para expor obras de arte acaba por se tornando também uma obra de arte, em que, arte arquitetônica não se diferencia de arte plástica, nem tão pouco, a arte plástica esta desassociada de uma função, sobretudo, quando proporcionar bem estar ao ser humano, assim como o faz também a arte arquitetônica.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

FAUUSP - " A VERDADE DO CONVÍVIO"

"A VERDADE DO CONVÍVIO"

O Edifício da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) situado no campus da Universidade de São Paulo – USP foi construído a partir do ano de 1966. Foi encomendada a Vilanova Artigas (1915 - 1985), sendo projetado junto com Carlos Cascaldi, seu colaborador em diversas obras realizadas no período.

O projeto FAU evidencia as linhas mestras de concepção que Artigas tinha sobre arquitetura, bem como, os princípios metodológicos a que acreditava que deveriam ser formados os novos arquitetos. Sua função está estritamente ligada ao seu uso, tanto que, segundo a professora da FAU que nos acompanhou na visita, isso acaba sendo um dos grandes empecilhos para readaptação às novas necessidades acadêmicas à formação atual de arquitetos, como é o caso dos estúdios que foram concedidos abertos. Fechar alguns espaços para criar novos ambientes significaria alterar a proposta original de Artigas.

O uso do concreto bruto, do vidro, a simplicidade de suas linhas, assim como a ênfase na integração dos espaços caracteriza esse edifício em econômico, funcional e plasticamente original.
A primeira sensação que se tem logo ao chegar é que ele parece um grande paralelepípedo em concreto, sustentado por pilares em forma de trapézios duplos, apoiados levemente sobre o solo; percebe-se a alternância de planos altos e baixos, cheios e vazios, linhas retas e curvas.
A proposta central do projeto reside na idéia de continuidade espacial, que o grande vazio central explicita. Possui seis pavimentos, ligados por rampas largas de inclinações suaves e variáveis. Os amplos espaços abertos e a comunicação entre os diferentes setores sublinham o ideal de um modo de aprendizagem em que Artigas.acreditava, que se valorizavam o comunitário e as relações sociais.

Na área interna do prédio encontram-se: oficinas de modelos, tipografia, laboratório fotográfico, estúdios, salas de aula, além de um auditório, biblioteca, café, secretarias, departamentos, um ateliê interdepartamental, o salão caramelo - amplo espaço de convívio social - e o museu.

O edifício foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat como patrimônio cultural do Estado. O prédio da FAU/USP é considerado uma das obras-mestras de Artigas.

Todavia, o que mais chamou a atenção foi o mau estado de conservação do edifício, inexplicável se tratando de um edifício onde funciona uma escola de arquitetura. De certo que o desgaste natural de qualquer obra é inevitável, porém o estado a que chegou demonstra certo descaso da direção da Universidade para uma edificação de tamanha relevância para a história da arquitetura paulista e do Brasil.
Problemas sérios como infiltração advinda do telhado é uma das principais patologias identificadas logo a entrar no prédio. Segundo a professora isso ocorreu por um misto de coisas: desgaste natural do tempo, associado a uma má execução do telhado, seguido é claro da falta de manutenção eficiente.

Porém, nada que venha a diminuir a importância histórica da edificação assim como o impacto de percepção dos planos que se interceptam, criando um amplo espaço onde tudo parece se integrar, desde o convívio entre as pessoas, assim como das pessoas com a obra. Artigas, conseguiu com essa obra talvez chegar bem perto da “verdade” a que acreditava, estampou na relação material, planos e vãos livres uma arquitetura que nos questiona o individualismo e nos convida ao convívio. Talvez fosse essa a maneira que ele conseguira para dizer para os críticos e para nós, que a arquitetura moderna não é apenas racional com se diz, onde forma segue a função, mas, também é sensação, que precisa ser vivida não apenas na experiência individual, mas, sobretudo, na comunitária.

SESC POMPÉIA (A FÁBRICA DA ALEGRICA - "CASA DE TODOS")

A FÁBRICA DA ALEGRICA - "CASA DE TODOS"


A Fábrica Sesc Pompéia, é lugar onde no seu interior as coisas “parecem” acontecer alheio ao entorno que o cerca. Já na entrada ao cruzarmos o portal, nosso imaginário parece ser aguçado por um ar de “um mundo a parte” daquele externo. Um lugar em que o tempo, as preocupações e todas a vida agitada de São Paulo parece não nos acompanhar ao cruzarmos o portal de entrada. A sensação que se tem é que lá tudo acontece num ritmo onde corpo e alma não se desassociam, funcionam em plena harmonia, diferentemente do que se acontece no exterior. O curioso disso tudo, é que embora isso possa ser sentido, também se tem, ao contrário, a nítida impressão de que a cidade adentra pelo complexo da Fábrica Sesc Pompéia, assim como era a proposta de Lina Bo Bardi. Ao cruzar o portal tudo se transforma e se equilibra harmoniosamente como se aquele “lugar mágico” transformasse correria em sossego, preocupação em serenidade e, agitação em calmaria. De certo, aquele lugar meche com nosso imaginário, mesmo que isso seja imperceptível para seus freqüentadores do dia a dia, ele é acima de tudo força de motivação e alegria para o retorno no próximo dia.

Claro que muito do que se percebe e se sente na Fábrica Sesc é fruto de sua arquitetura expressiva e de forte identidade, que surgiu da revitalização de uma fábrica, sugerida por Lina Bo Bardi e tornou-se um dos maiores exemplos de centros culturais dentro do país. Sua importância, atualmente, se justifica, sobretudo, por ser um espaço de efetiva utilização pela população.

Falamos de uma obra de restauração e por que não de revitalização para o entorno imediato, antes ocupada por algumas fábricas, que tem um caráter marcante de importância na história da Arquitetura da segunda metade do século XX na cidade de São Paulo, e porque não no Brasil.

No SESC Fábrica da Pompéia percebe-se nitidamente a proposta de preservar ambiente e história do local, unindo cultura, esporte e lazer. A antiga fábrica de Tambores - projeto inglês da década de 30, localizada no Bairro da Pompéia em São Paulo - foi adquirida pelo SESC em 1968. Obra construída em alvenaria e concreto, que se encontra em boas condições, embora precisasse adaptações para o novo uso. O espaço passou a se muito utilizado por famílias, crianças e jovens que se divertiam aos fins de semana. Tudo isso encantou Lina, surgindo daí o partido arquitetônico para a restauração: “Pensei: isso tudo deve continuar assim, com toda essa alegria” (Lina Bo Bardi). Dedicando seu trabalho da Pompéia às crianças, jovens e à terceira idade, e todos que pudesse e quisesse usufruir desse espaço.

Sua função social e humana eram requalificar a fábrica, de maneira a preservar a memória Industrial, mas utilizando soluções modernas de restauro. O programa foi proposto com: teatro, restaurante, choperia, espelhos d’água, lanchonetes, salão para conversar, ler e jogar, biblioteca, videoteca, marcenaria, fotografia, obras de arte, lazer, espaço para exposição, oficinas, etc. Além é claro da solução de se verticalizar todo o complexo esportivo em dois grandes blocos separados e interligados por passarelas flutuantes, as quais conferem leveza ao concreto armado das caixas, onde se abriga, as quadras, piscinas, e salas de ginásticas, lutas e musculação. Criando uma obra de conjunto onde parece que se destacar nitidamente o contraste do horizontal com o vertical. O reservatório d’água é um marco que também compõe a obra. Com 70 metros de altura possuindo anéis em relevo, faz referência a antiga chaminé da fábrica.

Sua rua de acesso interno ao Centro de Lazer liga os pavilhões, levando-nos ao grande deck, que foi construído estrategicamente, pois se tratava de uma área não edificável, ao longo de um córrego canalizado, espaço apropriado par um banho de sol.

A expressão minuciosa de Lina se faz nos detalhes. Alguns exemplos podem ser notados, como os espelhos d’água e a lareira, motivos de integração de pessoas usando uma forma lúdica: “tem água para as crianças molharem os pés e tem fogo para as pessoas se juntarem ao seu redor, no inverno” (Lina Bo Bardi).

Lina Bo Bardi conseguiu seus ideais na restauração da abandonada fábrica em uma admirável e vital arquitetura do complexo cultural e desportivo – SESC Pompéia. Sua obra é alegre, encantadora, expressiva, visível, com forte identidade e charmosa composição. O lúdico entusiasma os freqüentadores, sendo uma obra atual e que nos convida ao se passar em frente ao portal de entrada. Seu contraste com o entorno é notório, embora, todo o monumental conjunto dialogue com a cidade na sua relação de escala humana, e sobretudo como lugar de respiro em meio a conturbada vida da Metrópole paulistana.

É surpreendente as soluções adotadas por Lina, para o Sesc Pompéia, o grande destaque talvez foi como ela resolveu a questão da pequena área edificante do terreno juntamente com o extenso programa exigido. Tudo sempre pensando no ser humano e nas suas relações sociais, motivados pela alegria do encontro e celebração da vida. Talvez, isso possa justifica o caráter simples, porém aconchegante de sua obra, onde o usuário se sente praticamente como se estivesse na sua própria casa, ou porque não, na nossa casa.